26.5.07

Algumas novidades e uma reunião adiada

in Observatório do Algarve

Na passada quarta-feira realizou-se a reunião camarária ordinária e ficou adiada a extraordinária (para a próxima quarta, dia 31, segundo foi acordado) por proposta da vereação não permanente. O que se justificou, face à ausência da Presidente, desta vez em França para acompanhar um encontro integrado num projecto Interreg III, de seu nome Aqua-Gest. Conforme transmitiu o Dr. Rogério Pinto, estará relacionado com o Moinho do Rodete, nas margens do Arade, a montante de Silves. Mas mais não soube adiantar. Curioso é este projecto ter terminado em 2005, segundo se lê na página que o referencia (clique no link acima), e o histórico moinho real continuar por recuperar.

Mas passemos à reunião ordinária do dia 23 de Maio, onde esteve como substituto Vasco Grave, e ao que de mais relevante ali se passou.

Começando pelas Informações prestadas pelo vice-presidente, o Dr. Rogério Pinto, e para além do que já disse sobre a viagem da Drª Isabel Soares, foi dito que se irá comemorar em Armação de Pêra o Dia Nacional do Pescador e a esse propósito apresentado no dia 31 de Maio, pelas 21 horas, no cinema da vila, o filme "A Olhar o Mar". Informou duma reunião havida no dia 18 de Maio passado com o senhor Secretário de Estado da Administração Local da qual saiu a proposta de constituição da Plataforma Supraconcelhia do Algarve que visa concretizar os objectivos da Rede Social ao nível regional, isto é, articular coisas como o Plano Nacional de Acção para a Inclusão, o Plano Nacional para a Igualdade e outros. Entregou também, a já há algum tempo por mim requerida, lista actualizada do estado dos factorings e das transferências correntes e de capital em Maio de 2007, documentos que disponibilizarei em próximo artigo (entretanto já aqui coloquei as ligações). Informou sobre as alterações do organograma da Câmara com a criação do DAG (Departamento de Administração Geral cuja directora será a Drª Dina Baiona e que integrará a Divisão Administrativa, a Financeira, os Recursos Humanos e a Jurídica; e com a criação do DOMEA (Departamento de Obras Municipais....?) que integrará a DOM, a DSUA e o Parque de Máquinas.

Após algumas propostas de correcção à acta da reunião anterior, iniciei o período Antes da Ordem do Dia, com um protesto pela forma como a vereação permanente acolhe as propostas da Oposição. Referia-me concretamente ao pedido de reunião extraordinária que não fora convocada no prazo legal de 8 dias úteis (foi pedida em 26 de Abril!), tendo afinal que ainda ser adiada por ausência da presidente. Uma vergonha, que aliás irei exigir venha expressa no aguardado Relatório do Estatuto do Direito da Oposição (que é obrigatório realizar e também já está em falta). De seguida, perguntei quais tinham sido os passos dados, entretanto, pela autarquia no que diz respeito à resolução do problema da linha de alta tensão em Vale de Fuzeiros. Pelas declarações do vice-presidente, fica a saber-se que continua a autarquia a aguardar a marcação de uma reunião com o ministro da tutela. E mais não se fez! Pelos vistos, nem para dar cumprimento à resolução tomada na Assembleia Municipal, perante os insatisfeitos moradores que entretanto continuam mobilizados e activos. E só podem, pois segundo o Correio da Manhã as obras iniciam-se na próxima segunda-feira. Continuando a fazer uso da palavra, perguntei novamente se já fora recebido o Relatório da IGAT, ao que me disseram que não. Pedi cópia do contraditório enviado pela autarquia em resposta ao mesmo. Pedi também, e mais uma vez, o relatório dos trabalhos POLIS em falta no Centro Histórico de Silves e respectivo cronograma. Pedi cópia da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé acerca da nova providência cautelar do CELAS. Indignei-me pelo facto de, ao contrário do que havia sido dito, os trabalhos da marginal silvense ainda não se terem iniciado. Foi-me dito que seriam agora na próxima semana. Voltei a insistir (o pedido é de inícios de Abril) na relação detalhada dos pagamentos efectuados à "Voz de Silves". Voltei a pedir informação sobre as condições do empréstimo (que deu pelo menos novo fôlego às obras) realizado pela sociedade SilvesPolis e cujos encargos são suportados pela autarquia. Pedi ainda relatório sumariado e com os objectivos da relação de viagens ao estrangeiro realizadas no último ano pela senhora presidente. A Drª Lisete Romão aprofundou o pedido exigindo que enquadrasse todo este mandato e discriminasse comitivas, despesas e outros pormenores. Pedi também informações sobre a situação da Sé de Silves, ao que me foi dito que se encontra o assunto entregue à tutela, tendo havido uma reunião com a senhora ministra da cultura que contou com a presença do senhor prior. Quanto à suposta Casa do Remexido em Messines, foi dito pelo srº vice-presidente que não se sabe se é ou não deste histórico personagem mas que os serviços se haviam debruçado sobre o assunto. Disse eu então que, ainda que esta possa não ser a casa do guerrilheiro miguelista, tem valor arquitectónico e encontra-se na zona histórica da vila que há anos aguarda por um Plano de Salvaguarda do seu núcleo antigo. O vereador Fernando Serpa pediu com carácter de urgência informação sobre a entrada na DGU de algum pedido de licenciamento de obras para esta casa.

Chamei depois a atenção do executivo para o facto de ainda não ter sido apresentado o obrigatório Relatório do Estatuto da Oposição, e que bem a propósito agora viria, quando são tão flagrantes as ilegalidades deste executivo, seja na convocatória das extraordinárias a pedido da Oposição, seja na atempada entrega da documentação requerida, para não referir a forma como se apresentaram orçamento(s) e conta de gerência, no limite dos prazos, de forma a impedir qualquer discussão. Por fim, propus que o Regimento Interno da Câmara voltasse a reunião camarária, depois de ter sido alvo de parecer da ANMP, já que considero ser de incluir no seu clausulado o que entretanto se consensualizou: que as reuniões de carácter público são realizadas de porta aberta aos munícipes, do princípio ao fim.

Passou então a palavra para a Drª Lisete Romão que deu alguns esclarecimentos sobre o convite que nos entregou em mão relativo à iniciativa do PS local para hoje, às 15 horas, no Auditório da Caixa Agrícola de Messines, sob o título "Algarve sem fogos, um desejo de todos", que se debruçará sobre a problemática da prevenção e ordenamento florestal contra os fogos. Uma iniciativa importante, tanto mais que entrámos no período crítico dos fogos florestais e em Silves nada se sabe acerca do Plano Municipal de Prevenção contra Incêndios! Depois também manifestou a sua indignação quanto à marcação da reunião extraordinária, até porque no dia 9 de Maio (anterior reunião) deixou o aviso de que essa era a data limite para a sua convocação. Chamou depois a atenção para o estado de degradação a que chegou a Ermida de Nª Srª do Pilar, no Algoz, em que urge intervir, e para a zona perto da estação da mesma vila cuja circulação pedonal se faz em circunstâncias muito perigosas. Quanto à ermida o vereador e vice-presidente Rogério Pinto adiantou que é monumento nacional (o que não é verdade), não sendo por isso competência da autarquia intervir. Quanto à reunião extraordinária afirmou que não tinha havido intenção de menosprezar a Oposição, até por que o parecer dos serviços jurídicos retirava alguma importância à reunião e a senhora presidente tinha esse compromisso e que estes, às vezes, surgem muito em cima da hora. O vereador F. Serpa aproveitou para pedir cópia do convite realizado à presidente para se deslocar a França.

Continuou o vereador F. Serpa, propondo o adiamento da reunião extraordinária para a próxima quarta-feira, como já referi, o que gerou consenso. Aproveitei para referir que, já que as propostas de concurso à Auditoria eram abertas nesse mesmo dia (23 de Maio), poderiam haver alterações aos constrangimentos colocados pelo parecer da Drª Isabel Cabrita de modo a que a reunião se tornasse mais substantiva e de acordo com a vontade expressa pela vereação não permanente. O vereador do PS continuou pedindo que o relatório da IGAT logo que chegasse fosse trazido a reunião. Quanto às nomeações e reestruturação interna da Câmara, o vereador manifestou alguma surpresa pelo facto do arquitecto Matias não ter sido também nomeado para chefiar um Departamento. De seguida, e baseando-se numa notícia do Correio da Manhã que apontava para irregularidades nas nomeações de alguns chefes de divisão, apresentou a proposta para que estes nunca viessem a ser responsabilizados por estas decisões e, em consequência, penalizados monetariamente. A proposta foi aprovada com os votos favoráveis de todos, à excepção de Vasco Grave (em substituição) e de mim que nos abstivemos, alegando o facto de sobre o assunto não nos podermos pronunciar já que tal situação não ocorrera neste mandato.

Prosseguiu o referido vereador por outro caso na imprensa que, diz, muito o indignou, já que não compreende como pôde a senhora presidente referir-se de tal modo ("As yet, they have not returned to work and I don’t know if they will have the guts to show their faces here again.”) aos funcionários suspensos no caso Viga d'Ouro. Em resposta ao Dr. Rogério Pinto que disse que a notícia indignara também, e muito, a srª presidente, Serpa disse que desconhecia qualquer desmentido. Perguntou depois se já havia algum recurso administrativo por parte destes funcionários, afirmando o vice-presidente desconhecer. Pediu o vereador informação por escrito. Perguntou também qual era a situação do Dr. Carlos Sequeira, ao que lhe foi respondido que este estava em assessoria ao Gabinete de Apoio Jurídico, e na qualidade de técnico superior. Sem resposta ficaram as perguntas quanto a quem o tinha para lá encaminhado e se este concordara com a situação. Prosseguiu Fernando Serpa dizendo que continua a não saber se o Relatório do Estudo de Impacte Ambiental existe na Câmara ou não. Disse que era importante saber desse documento e da existência ou não de parecer dos técnicos sobre o mesmo. Face à inexistência de respostas por parte do executivo pediu certidão das actas das reuniões de 9 de Maio e do mesmo dia. Voltou ainda ao pedido de relatório sobre as obras e reparações feitas na Rua 1º de Maio em Messines e perguntou por que é que não foi entregue ainda o relatório que pediu sobre o Museu do Traje e as alterações ao projecto resultantes da vistoria e parecer dos Bombeiros. Referiu ainda que continua a aguardar as respostas às perguntas sobre o caso do CELAS que pediu em Abril e ainda não foram respondidas. Para finalizar, perguntou o que se passou com a Pousada de Juventude prevista para Pêra. Rogério Pinto respondeu que o projecto caiu, vítima da alteração do governo e das suas opções, que agora recaíram sobre Tavira e Aljezur.

Já no ponto dos Assuntos Diversos propus que o Plano de Saúde preparado pela ARS para Armação de Pêra fosse estendido até dia 15 de Setembro (está só previsto até 31 de Agosto) e levantei dúvidas quanto à proposta de deliberação vinda da presidência para a alteração do Plano de Urbanização do NDT no Morgado da Lameira. Propus que se adiasse a deliberação e fosse pedido parecer jurídico com carácter de urgência. Finalmente, saudei a proposta de classificação dos menires de Vale de Fuzeiros que, assim espero, possam ainda vir a tempo de ajudar na luta contra o traçado da linha de alta tensão.

22.5.07

Uma Quarta-feira: duas reuniões (uma ordinária e uma extraordinária)

Amanhã, quarta-feira, dia 23 de Maio, estão convocadas duas reuniões camarárias: a primeira, ordinária, começará pelas 9.30h, e tem a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Aprovação da Acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares (34 itens);
5. Processos de Obras Municipais (1 item);
6. Assuntos Diversos (14 itens).
Destaques possíveis: a proposta de classificação dos menires de Vale de Fuzeiros e Abrutiais (uma possível tábua de salvação para a questão da linha de alta tensão, e que foi sugerida durante a discussão desta situação), a proposta de adesão da autarquia ao Plano Nacional de Leitura, o que é fundamental, desde que não se restrinja à sede de concelho, e uma proposta de deliberação relativa à alteração do Plano de Urbanização do Núcleo Turísitico do Morgado da Lameira (PUML), e que me deixou fortes reservas, numa primeira apreciação.
A reunião extraordinária foi proposta pelo vereador Fernando Serpa (que reuniu o apoio da vereação não permanente) na reunião de 26 de Abril passado. Pela lei, o presidente da câmara tem oito dias úteis para a convocar, o que daria até ao dia 9 de Maio! Convoca-se agora para 23, com parecer jurídico anexo. Convém esclarecer: a proposta de reunião fora feita para esclarecimento do estado da situação do concurso de prestação de serviços de auditoria à Câmara, requerendo-se igualmente a presença dos representantes das empresas concorrentes e dos membros da comissão camarária que avaliou as candidaturas. Primeira data do anúncio de concurso: 21 de Outubro de 2006. Agora, 7 meses depois, há que relevar a coincidência da abertura das propostas se realizar no mesmo dia 23 de Maio e em anexo surgir um parecer jurídico da Divisão dos Serviços Jurídicos da autarquia que considera a audição dos representantes das empresas pelos vereadores, em resumo, pouco curial. Mas digo agora eu: fossem abertas primeiro as propostas amanhã (pela manhã, enquanto decorria a reunião ordinária), ouvida a comissão depois na reunião extraordinária (que nunca foi aprovada em reunião camarária, como a lei determina) e, finalmente, os representantes das empresas que, normalmente, até costumam aparecer nestes actos. Simples questão de ordem das coisas, não fosse temer-se transparência em tudo isto! Não, a reunião extraordinária, convocada para as 17 horas, será mais um chá das cinco, pois, além de não contar com a senhora presidente - que agora prefere os congressos na Grécia para "Geminações do Futuro" (faltou à reunião do dia 9 de Maio e faltará agora a estas duas para amanhã convocadas por ela mesmo), mas que nos casos em que Silves se envolveu não concretiza em acções, ou os programas Interreg (com os dias contados) que já a levaram à Sicília em Junho de 2006 e agora sabe-se lá onde! - às reuniões extraordinárias convocadas pela Oposição sobre resoluções tomadas em 11 de Agosto de 2006: a auditoria à Câmara).
Enfim, e quanto a contenção de despesas, faça-se o que eu digo, não se faça o que eu faço!

17.5.07

Reunião Ordinária da Assembleia Municipal (continuação)- dia 18 de Maio de 2007

Em continuação da interrompida reunião do passado dia 27 de Abril , que ficou pelo ponto 3.3., realiza-se amanhã pelas 21 horas, mais um plenário da Assembleia Municipal.
A ordem de trabalhos é a que consta no post escrito aqui:
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E por ter conhecimento de mais algumas novidades que envolvem o concelho, aqui as partilho convosco:
- Comemora-se amanhã o Dia Internacional dos Museus, uma boa oportunidade para visitar, gratuitamente, o Museu Municipal de Arqueologia e o Museu da Cortiça na Fábrica do Inglês.
- "Desporto e Lazer na Via Algarviana em Silves" é uma iniciativa da associação Almargem para o próximo dia 20 de Maio (pormenores no Região Sul).

10.5.07

Espaço Informativo (actualizado)



Aqui ficam mais umas achegas informativas relativas ao concelho:

- "II Jornadas de Saúde em Silves", entre os dias 17 e 19 de Maio, é notícia no Região Sul on-line.

-"Silves FC procura presidente", é o título que nos traz o AlgarveDesporto.

- "Quase 13 milhões de euros de investimento à volta da Barragem de Odelouca", noticia o Barlavento on-line.

- Cinema em S. Bartolomeu de Messines por iniciativa do FICA (Festival Internacional de Cinema do Algarve): nos dias 15 e 16 de Maio, respectivamente, os filmes The Departed e The Pursuit of Happiness.

- No Correio da Manhã de hoje, 14 de Maio, "Inspecção da IGAT em Silves. Nomeações irregulares na Câmara". A propósito deste assunto, convém esclarecer quem não sabe, que a Oposição não tem feito silêncio sobre o assunto. Recebido o relatório em 30 de Agosto de 2006, na parte que me toca e em cumprimento da solicitação de sigilo por parte da IGAT, pacientemente aguardei ( e aguardo por cópia que já solicitei, tendo-o feito curiosamente, e mais uma vez, na reunião de 9 do corrente, a última) pela manifestação do contraditório da autarquia e pela resposta da IGAT a este para me pronunciar. Fico a saber pela notícia do CM que o vice-presidente da Câmara da altura só se pronunciou no mês passado, o que estranho, solicitadas que foram à autarquia explicações em Agosto de 2006!

e agora as mais antigas...

- Alcantarilha - Comemorações do VIII Aniversário da Elevação a Vila (12 e 13 de Maio, veja programa resumido em Destaques na página da Junta).

- 32º Salão Internacional de Arte Fotográfica do Algarve - exposição de fotografia organizada pelo Racal Clube, patente na Igreja da Misericórdia em Silves até dia 8 de Junho (outros pormenores).


- 13ª edição do Congresso do Algarve, em Lagos - organizada pelo Racal Clube de Silves, mas uma vez mais fora de Silves (o que é compreensível no que toca à organização, mas ao mesmo tempo incompreensível ao acontecer numa cidade que se pretende "capital cultural do Algarve"), mais uma edição deste congresso que desde 1980 debate as principais questões e assuntos regionais.


- “A Arte de Maria Keil”, é uma exposição retrospectiva da obra da consagrada artista silvense, presente no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. Para quando esta exposição e a devida homenagem na sua terra natal?


- "Câmara de Silves não vai vender terrenos à REN" é o título escolhido pelo Correio da Manhã de hoje para se referir à deliberação tomada na reunião de câmara de ontem, marcada pela presença e manifestação de muitos habitantes da zona de Vale Fuzeiros.


- Sobre o mesmo assunto se refere novamente o "Algarve Resident" (em inglês), onde se dá conta e informação sobre a criação de um fundo para garantir apoio jurídico à sua causa, entre outras interessantes informações.


Sobre a linha de Alta Tensão, uma história ainda muito mal contada, conto dedicar um próximo post, onde farei igualmente o resumo da reunião camarária ocorrida ontem.

6.5.07

Reunião Ordinária da Câmara - dia 9 de Maio de 2007

Enquanto se aguarda a convocação de uma reunião extraordinária dedicada à análise do concurso de Auditoria Externa da autarquia (que não ata nem desata), requerida pelo vereador F. Serpa e que subscrevi, teremos na próxima quarta-feira mais uma reunião ordinária aberta ao público (início pelas 10 horas).
A Ordem de Trabalhos é a seguinte:
1. Aprovação da Acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares (34 itens);
5. Processos de Obras Municipais (7 itens);
6. Assuntos Diversos (12 itens).
Dos assuntos da reunião pouco destaque haverá. Embora entre as Obras Particulares quando deveria vir entre os Assuntos Diversos, destaco um curioso ofício da CCDR alertando e pedindo explicações para várias desconformidades entre plantas do PDM referentes à zona nascente/sul de Armação de Pêra, sendo que numa delas essa zona é dada como "Espaço urbanizável", o que, e para alguns, seria com certeza grande notícia. Entre as Obras Municipais lá temos as prorrogações de prazo, no caso várias obras no interior do Castelo de Silves cujos prazos se dilatam agora, assim se delibere, para final de Agosto (em teoria..., amigos). Juntando-se a isto a rescisão do contrato da firma que faz obras no Centro Histórico, temos confusão na área nobre da cidade pelo menos por mais um Verão. Demora semelhante existe na conclusão das obras da Estrada Municipal 526, entre Pêra e a Rotunda do Padre, com a proposta da Pavia em ceder a posição contratual à MJP, por dificuldades de cumprimento. Para finalizar, um pormenor ridículo, mas bem elucidativo do rigor dos orçamentos PSD: uma proposta de atribuição de 500 euros (!) por freguesia para as comemorações do 25 de Abril que, embora seja habitual, não tem cabimentação orçamental e necessita uma alteração orçamental!
Rima mas é triste...

4.5.07

Assembleia Municipal Ordinária - correcção

Apaguei o post que aqui estava porque a Assembleia Municipal afinal não se realiza hoje. Talvez dia 11 de Maio ou noutra data, ainda a confirmar.
Pelo engano, peço desculpa aos leitores.

1.5.07

Afinal, sempre admitiu...

Isabel Soares primeiro esforçou-se por empurrar as responsabilidades para a REN da situação criada com o impróprio atravessamento da linha de Alta Tensão pelo concelho de Silves. Depois dos responsáveis da REN reunirem com o Executivo, com membros da Assembleia Municipal e dois dos presidentes de Junta de Freguesia do concelho alterou a sua posição. Na reunião da Assembleia Municipal, debaixo do fogo cerrado dos moradores e da Oposição, enveredou por empurrar as coisas para os técnicos, com quem tudo tinha sido tratado, disse. Mas perante a frágil situação defendida por Rogério Pinto, presente numa reunião em 13 de Julho de 2006 que antecedeu o período de audiência ao público do Estudo de Impacte Ambiental, na qual este não manifestou quaisquer reservas, nem deu devida importância e comunicação (provavelmente nem à Presidente), acabou por admitir o falhanço da actuação camarária. O que inevitavelmente fragiliza a posição da autarquia em quaisquer démarches que pretenda realizar agora para alterar a situação criada. Resta assim a determinação dos moradores e de quem com eles se solidarizar para continuar a luta e conduzir a solução do problema para quem a pode agora realmente solucionar: o governo.
Mas porque a incompetência sempre tem um preço e os responsáveis devem ser realmente nomeados, mesmo quando confessam os seus erros, aqui deixo mais uma vez a nota de imprensa da CDU/Silves e a notícia que dela fez o Região Sul on-line.

28.4.07

Espaço Informativo

Havendo algumas novidades, venho compartilhá-las:
- Habitantes de Pêra querem rotunda na EN 125, é notícia no Barlavento on-line (27.04.2007);
- Perspectivas de Silves, Concurso de Fotografia Digital e Analógica (28 de Abril, 19 de Maio, 09 e 30 de Junho de 2007)
- São Bartolomeu de Messines acolhe Festival de Música em 30 de Abril e 1 de Maio, no Região Sul on-line (24.04.2007).
- Bloco de Esquerda promove convívio/passeio integrado nas Comemorações do 25 de Abril (ver programa);
- Alta tensão provoca manifestação na câmara de Silves, no Observatório do Algarve (27.04.2007) e no Barlavento on-line;
- Silves ameaça cortar estradas contra linha de alta tensão, no Diário de Notícias on-line (28.04.2007).



Sobre este último assunto deixo-vos ficar duas imagens que dão uma ideia aproximada, friso, só aproximada, da proposta em que insiste a REN e que, muito justamente indigna os habitantes de Vale de Fuzeiros. Mais, segundo me parece, o impacto ainda será maior do lado dos Gregórios e do alto da Cumeada, lugares de vistas privilegiadas, sem esquecer a zona de Casa Queimada.

Mas em relação a este assunto ainda há mais. Na reunião ordinária da Assembleia Municipal de ontem à noite (não se passou do ponto 3.3., relativo ao assunto do traçado da linha de alta tensão), debaixo do fogo cerrado da Oposição e dos moradores de Vale Fuzeiros, Isabel Soares acabou por admitir as responsabilidades do executivo na má condução do assunto, embora ainda tentasse sacudir responsabilidades para cima dos técnicos, o que não conseguiu. Ficou muito mal no retrato o vereador Rogério Pinto, aquele que, sabendo em primeiro lugar (13 de Julho de 2006) da abertura do Estudo de Impacte Ambiental à consulta pública, não entendeu logo a necessidade de reclamação sobre este traçado, já nem referindo a comunicação do assunto (para que serve afinal o Gabinete de Imprensa?). Aliás, considero que, havendo uma consulta pública sobre um Estudo de Impacte Ambiental em zona concelhia, é dever moral e político da autarquia ser a primeira a dar opinião fundamentada, num sentido ou noutro. Também não é todos os dias que temos obras importantes que envolvam EIA...e a autarquia (política e tecnicamente) deve ser a primeira a pronunciar-se, não acham?

P.S.- E já agora, deixo-vos com a Nota de Imprensa que a CDU/Silves realizou a propósito.

26.4.07

Reunião Ordinária da Assembleia Municipal - dia 27 de Abril de 2007

Realiza-se amanhã mais uma sessão ordinária da Assembleia Municipal. Como de costume, pelas 21 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Silves.
Transcrevemos a Ordem de Trabalhos que nos foi remetida pelo seu Presidente, Dr. João Ferreira:
1º Período Único
Audiência ao Público
2º Período
Antes da Ordem do Dia
3º Período
Ordem do Dia
3.1. - Pedido de renúncia do mandato do membro, Maria Isabel da Silva Guerreiro Fernandes;
3.2. - Tomada de posse como membro efectivo de Álvaro Manuel Pires Mendes;
3.3. - Apreciação do traçado da linha de alta tensão Portimão-Tunes 3, no sítio de Vale Fuzeiros;
3.4. - Relatório anual da actividade da Comissão de Protecção a Crianças e Jovens de Silves;
3.5. - Apreciação e deliberação da proposta das Regras de Cerimonial do Município de Silves;
3.6. - Apreciação e deliberação da proposta de Regulamento de Autorização Municipal para Instalação de Antenas de Telecomunicações/estações de Radiocomunicações;
3.7. - Eleição de Presidente de Junta de Freguesia para representação no Conselho Municipal de Educação;
3.8. - Apreciação da resposta do Tribunal de Contas ao requerimento do PS sobre a Conta de Gerência de 2003 da Câmara Municipal de Silves;
3.9. - Análise e deliberação da Conta de Gerência de 2006 da Câmara Municipal de Silves e Aplicação de Resultados;
3.10. - Análise do Relatório da Actividade da Câmara Municipal referente aos meses de Fevereiro e Março de 2007;
3.11. - Questões a colocar pelos membros da Assembleia Municipal à Câmara Municipal.
Ainda antes do comentário que se impõe à reunião de câmara, hoje realizada, fica a informação de que os representantes da REN foram (inesperadamente para mim, que nada sabia, a não ser da reunião com membros da Assembleia pelas 16 horas e para qual tinha sido convidado) recebidos na reunião de câmara pelas 10 horas. Foram colocadas perguntas pelos membros da Câmara e prestados esclarecimentos por esta delegação da REN durante toda a manhã. O mesmo aconteceu da parte da tarde, agora com os membros da Assembleia Municipal (com excepção do grupo do PSD que não compareceu), não estando presentes os membros do executivo por, ao mesmo tempo, decorrer ainda a reunião de câmara que se prolongou até às 19.30 h.
Para terminar, deixo-vos ainda com o Comunicado de Imprensa realizado pelos presentes na reunião das 16 horas entre os responsáveis da REN e alguns dos membros da Assembleia Municipal.

25.4.07

Reunião Ordinária da Câmara - dia 26 de Abril de 2007

Realiza-se amanhã, mais uma reunião de câmara, adiada para quinta-feira por causa do feriado. Esperava-se uma reunião aliviada de alguns dos itens referentes a obras particulares, já que estarão na mesa dois documentos fundamentais: o Plano de Urbanização de Silves e a Conta de Gerência de 2006. Mas não é assim, o que já é habitual. Sempre que há assuntos de importância maior, ou que mereciam tratamento especial, considerada a sua importância colectiva, Isabel Soares agenda-os para o fim das reuniões...para despachar. E cai assim o argumento de que "poderemos ficar aqui o tempo que for necessário, caso se justifique", pois pelas 16 horas já agendou uma reunião com a REN (Rede Eléctrica Nacional).
Entretanto, aqui fica a Ordem de Trabalhos da reunião camarária de amanhã:
1. Aprovação da acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares (44 itens);
5. Processos de Obras Municipais (2 itens);
6. Assuntos Diversos (16 itens).
Faço o destaque para alguns assuntos:
Nas Obras Municipais, o pedido de prorrogação do prazo até final de Junho deste ano e a rescisão do contrato com a firma Teodoro Gomes Alho e Filhos para a "Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Silves". Considerada a situação actual dos trabalhos e o pouco tempo restante (pouco mais de dois meses), teremos obras no centro histórico muito para além do novo prazo Polis; já nos Assuntos Diversos, a deliberação sobre o Plano de Urbanização de Silves, importantísssimo documento director da cidade, e para o qual desde já chamo a atenção e o apelo à participação dos munícipes interessados, já que a Presidente se comprometeu a divulgá-lo, única forma de enriquecer a discussão pública, a que está obrigado; no mesmo ponto da OT aparece agora, só agora (um ano depois deste ter sido requerido pela REN e pela DGU!), um parecer dos serviços camarários a propósito do traçado da linha de alta tensão entre Portimão e Tunes onde se detectam nove pontos críticos de potencial conflitualidade.
Finalmente, e no último ponto desta OT, a apreciação da Conta de Gerência de 2006. Sobre esta, prometo outro comentário.

Espaço Informativo

Com algum atraso, já que não me tem sido possível dedicar mais tempo ao blogue, aqui deixo algumas notícias já divulgadas, ou não, que servem sobretudo aos que não tiveram oportunidade de lê-las, mas também ao arquivo do blogue, útil em futuras ocasiões.
- Fim à vista para os Polis de Silves e Albufeira (no Observatório on-line em 19 de Abril), para quem quiser acreditar...
- Arranca Campanha do Banco Alimentar no Algarve, que passará por Silves nos dias 5 e 6 de Maio, a ler no Região Sul on-line.
- Isabel Soares opposes pylons, é o título do Portugal Resident para uma entrevista, em inglês, à Presidente. Destaco a parte referente à questão da linha de alta tensão em Vale de Fuzeiros, onde, mui descaradamente, se falta à verdade. Sobre o mesmo assunto veja-se ainda, o artigo do Portugal Diário, de 21 de Abril, Manif contra passagem da linha de alta tensão, no Correio da Manhã do mesmo dia, no Diário de Notícias ou no Barlavento on-line de 22 de Abril.
- Contas da autarquia chumbadas, é título no Correio da Manhã em 21 de Abril, como é depois no Barlavento on-line no dia 24, já com a reacção da concelhia da CDU.
Para finalizar, adianto já a realização de uma reunião ordinária de câmara para amanhã, dia 26 de Abril, e de uma Assembleia Municipal para dia 27 de Abril, nas quais o assunto principal, assim pensava eu, deveria ser a Conta de Gerência de 2006. As Ordens de Trabalhos destas duas reuniões serão disponibilizadas no próximo post, agora em preparação. Ainda amanhã, realizar-se-á pelas 16 horas uma reunião entre a CMS, membros da Assembleia e responsável(eis) da REN sobre a questão da linha de alta tensão Portimão/Tunes.

Emergimos da noite do silêncio


Com a devida vénia à Quinta Cativa, do meu amigo Vítor Cardeira, relembro os bonitos versos de Sophia a propósito daquele, já longínquo, dia 25 de Abril de 1974:


Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo.


Sophia de Mello Breyner Andresen


Aqui ficam também duas ligações multimédia para relembrar aqueles momentos:


Não há por aí alguém com imagens do 25 de Abril em Silves?

10.4.07

Presidência Aberta

Do blogue (não, não foi da página Internet da Câmara) do ex-vereador José Paulo Sousa chega-nos a informação de que no dia 12 de Abril, e passo a transcrever, "(...) a Senhora presidente da Câmara Municipal de Silves vai estar em presidência aberta na freguesia de São Bartolomeu de Messines.
No programa da visita existe um período de audiência ao publico a ser realizada no edifício da junta de freguesia entre as 11.00 e as 12.30 horas.
Para poder participar, questionar ou levar ideias, os munícipes tem de fazer inscrição prévia através do telefone 282.440.801 ou fax 282.440.850."
Vendo o peixe tal qual o comprei e, mesmo sendo vereador, não confirmo nem desminto, como agora é moda dizer, pois de nada sei.
Mas, a ser verdade, tem valor informativo, e por isso não quis deixar de reproduzir a informação, com a devida vénia ao ex-autarca.

Reunião Ordinária da Câmara - dia 11 de Abril de 2007

Regressei! Alguns dias de férias por outras paragens.
Amanhã, mais uma reunião ordinária de câmara. Com período de audiência ao público, inicia-se assim pelas 10 horas.
Aqui fica a Ordem de Trabalhos:
1. Aprovação da Acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares ( 35 itens);
5. Processos de Obras Municipais (3 itens);
6. Assuntos Diversos (16 itens).
A destacar: a apresentação, que havia sido adiada, do Plano de Urbanização de Silves, assim como a proposta de estabelecimento de vários protocolos: com o Instituto de Reinserção Social para promoção de trabalho a favor da comunidade de quem cumpre penas judiciais; com o Instituto de Turismo para um projecto regional de reforma da sinalização turística; com os clubes Rotários de Loulé e Silves, e a Escola E.B. 2,3 de Armação, para a instituição de uma Universidade Sénior Rotary Internacional.
Importante também, é a informação/proposta dos serviços camarários para um último adiamento (entretanto já decorrido) para que a empresa Lara regularize a qualidade dos efluentes que descarrega no sistema municipal e têm como destino final a ETAR de Silves, com as consequências conhecidas. Das reuniões havidas entre o munícipio, a empresa e a Algar (agora responsável pela ETAR) ficou acordada a regularização da situação para os inícios deste ano. A ver vamos se é desta que termina o martírio das populações do Falacho, e não só! E do Arade, depositário de toda esta poluição. A deliberação final, já depois do período de consulta pública (que não registou quaisquer reclamações), vem a proposta de Regulamento de Autorização Municipal para a Instalação de Antenas de Telecomunicações/Estações de Radiocomunicações e a proposta de Regras do Cerimonial do Município de Silves.
Finalmente, a proposta da presidente de substituição para a vaga criada pela saída do Dr. Carlos Sequeira da chefia da Divisão Financeira: a designada é a técnica superior Telma Gonçalves.

28.3.07

Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal - 30 de Março

91 dias depois, ou seja, um dia para além do limite admitido para apresentação do novo orçamento ao órgão deliberativo (o que só por si poderia dar dissolução do órgão executivo - câmara municipal), o executivo permanente remete à Assembleia Municipal a proposta de "novo orçamento". Caiem assim por terra os falsos argumentos que culpabilizavam a Oposição pela não atempada aprovação deste documento e as repercussões disso na vida das associações deste concelho dependentes dos subsídios camarários. Por duas ordens de razões:
Primeiro, porque foram precisos três longos meses para realizar um orçamento que, salvo muito raras excepções, é exactamente o mesmo. Quem o meteu na gaveta, quem o congelou para da sua não aprovação fazer arma de arremesso, quem quis encostar a Oposição à data limite para cercear o debate?
Segundo, porque, como aliás já o referimos no post Duodécimos?, caso não haja orçamento aprovado, funciona-se com o do ano anterior, como neste insuspeito site se pode ler e, muita gente parece ou quer ainda desconhecer.
Mas enfim, foi aprovado na Câmara, com a abstenção do PS, já na minha ausência depois de um conturbado início de sessão provocado pela forma como a reunião extraordinária havia sido convocada e o orçamento desconsiderado, remetido que fora para um dos últimos pontos da ordem de trabalhos típica duma qualquer reunião ordinária, quando era ele o motivo da extraordinária convocação! Mas fica aqui a declaração, não de voto mas dela adaptada, que entendi realizar na reunião de hoje a propósito da aprovação deste novo falso orçamento.
Adivinhando já o sentido da votação em sede de Assembleia (a memória dum historiador não é curta!), aliás, já prenunciado pela votação do PS na Câmara, deixo-vos com a Ordem de Trabalhos da referida Assembleia de sexta-feira, dia 30 de Março, a realizar pelas 21 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho:
Período Único
Ordem do Dia
- Análise e deliberação do Plano de Urbanização do NDT da Atalaia, na AAT2, Silves;
- Análise e deliberação da proposta de alteração ao PDM em regime simplificado para Vales do Algoz - Algoz;
- Análise e deliberação do Orçamento para 2007 da Câmara Municipal de Silves e das Grandes Opções do Plano.

27.3.07

Reunião Ordinária da Câmara - dia 28 de Março de 2007

Realiza-se amanhã, pelas 9.30 horas, mais uma reunião ordinária da Câmara cuja Ordem de Trabalhos passo a transcrever:
1. Aprovação da Acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares ( 29 itens);
5. Processos de Obras Municipais ( 1 item);
6. Assuntos Diversos (11 itens).

Nas Obras Municipais fica expresso o que de muito se anda a fazer. No caso, mais uma prorrogação de prazo (a terceira) para a obra de beneficiação da Estrada Municipal 529 entre Pêra e a Rotunda do Padre.
Nos Assuntos Diversos destaco a intenção de protocolo a firmar com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência que poderá vir a ter consequências na melhoria do apoio e informação às pessoas portadoras de deficiência e que se pretende sedear no Espaço Internet, com possibilidade de extensão a outras freguesias onde se encontrem espaços e técnicos com formação específica.
Outro protocolo importante, embora me pareça tardio face ao estado do projecto e das obras, é o que se pretende firmar com o IPPAR para suporte à candidatura ao projecto de "Arranjo Interior do Castelo de Silves" e que possibilitará acesso às verbas do POC (Programa Operacional da Cultura). Outra proposta de protocolo prende-se com os compromissos já assumidos junto da AMAL na comparticipação (no caso, cerca de 14 mil euros) da Via Algarviana (via longitudinal pedestre do Algarve), financiada pelo FEDER, pela Almargem e outras entidades, bem como pelas autarquias algarvias.
De considerável importância para Silves é a apresentação do documento organizado pela Divisão de Planeamento do Território e Informação Geográfica e que dá pelo acrónimo de PUSLV, isto é, Plano de Urbanização de Silves. Um imenso repositório de informação sobre o perímetro da cidade, que deveria e poderia estar de futuro disponível a todos os munícipes, e que agora será remetido para audição a 22 entidades. Parece-me, à primeira consulta, bem elaborado, embora nele descortine alguns erros de apreciação e discordâncias quanto às definições futuras que respeitam à cidade.
Para terminar com algum humor, apresenta-se ainda nestes Assuntos Diversos, a proposta de alteração do preço de cobrição do Puro Sangue Lusitano (de 150 para 200 euros), propriedade da Coudelaria de Alter do Chão, e que provisoriamente reside na Quinta Pedagógica da Serra de Silves e por estas terras algarvias desenvolve meritório trabalho de conservação patrimonial, neste caso, de conservação genética desta autóctone espécie equina nacional.

21.3.07

Duodécimos?

Para informação da Presidente (que disso tem feito "cavalo de batalha" e argumento para culpabilizar a Oposição dos compromissos que não pode ou consegue corresponder), e até de outros que supunha mais informados, fica aqui o esclarecimento quanto ao falso argumento da gestão financeira da autarquia por duodécimos quando não é aprovado o orçamento autárquico atempadamente. Esse assunto só diz respeito à Administração Central quando esta não aprova o Orçamento nacional. Aqui fica a ligação à página da Direcção-geral das Autarquias Locais e, já agora, a transcrição:
Quais as consequências da não aprovação do plano plurianual de investimentos e do orçamento?
A não aprovação do plano plurianual de investimentos (PPI) e do orçamento implica, do ponto de vista contabilístico: -a execução do PPI e do orçamento em vigor no ano anterior com as modificações que já tenham sido introduzidas até 31 de Dezembro (PPI e orçamento corrigidos do ano anterior). -a realização, apenas, dos projectos contemplados no PPI em vigor no ano anterior com as modificações que entretanto lhe tenham sido introduzidas até 31 de Dezembro, sem prejuízo dos limites das correspondentes dotações orçamentais. Durante o período transitório em que tais documentos estiverem em execução, isto é, até à aprovação das opções do plano e do orçamento para o ano a que respeitam, podem os mesmos ser objecto de alterações e revisões, que contam para o número total de modificações do ano financeiro em causa. De notar que as opções do plano e o orçamento que venham a ser aprovados para o próprio ano têm de incluir a parte executada, durante o período transitório, por conta dos documentos corrigidos.
E ainda noutro lugar do mesmo site:
"Enquanto o orçamento não for aprovado, o regime orçamental aplicável é o previsto no artigo 24° do Decreto-Lei n° 34 1/83, de onde decorre que, na falta de orçamento aprovado, as autarquias não funcionam em regime de duodécimos — regime esse exclusivo da administração central, mas com o orçamento do ano anterior, na sua totalidade, podendo proceder à sua revisão ou alteração."
E para finalizar, informo ainda: não vos posso dar ainda notícia sobre a, mais que certa, aprovação do Orçamento em reunião camarária. O meu protesto quanto à convocatória, à forma e conteúdos impostos a esta reunião extraordinária conduziu-me ao antecipado abandono da reunião, logo após os primeiros trinta minutos.
Mas disto vos darei brevemente informação.

20.3.07

Reunião Extraordinária da Câmara - dia 21 de Março de 2007

P.S.-(actualização pelas 1.20 h de quarta-feira) Esqueçam o que no parágrafo seguinte vos disse. A reunião afinal é às 16 horas e a Ordem de Trabalhos vai muito para além do que eu supunha. Pela manhã, explicarei melhor este assunto.
Amanhã realiza-se pelas 9.30 horas uma sessão extraordinária da Câmara com dois assuntos: a proposta de Orçamento para 2007 e o Núcleo de Desenvolvimento Turístico da Atalaia.
Logo dar-vos-ei a Ordem de Trabalhos mais detalhada.
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Conforme ontem à noite prometi, venho agora explicar as razões desta convocatória. Na passada reunião de 14 do corrrente a Presidente informou que iria convocar para hoje uma reunião extraordinária com o objectivo de deliberar sobre o Orçamento e sobre os NDTs da Atalaia e do Pateiro. Aguardei sexta-feira passada, como é costume, a chegada dos documentos respectivos, o que não ocorreu. Só na passada segunda-feira isso aconteceu. A documentação vinha totalmente embrulhada e assim a entreguei ao meu colega de coligação e meu "conselheiro" para a área económica, o Dr. Francisco Martins, pedindo-lhe a urgente análise do documento. Este assim o fez e logo na terça-feira à noite nos reunimos para conversar sobre este Orçamento. Qual não é o meu espanto quando reparei então que, para além do grosso volume do Orçamento, vinha também a convocatória, a ordem de trabalhos e a documentação referente a uma qualquer outra reunião (com Antes da Ordem do Dia, Obras Particulares, etc.), agora para as 16 horas. Fiquei muito aborrecido já que não pude com a antecipação necessária analisar e preparar os assuntos agora incluídos. Por isso, desde já adianto que me irei opor ao tratamento dos mesmos nesta reunião, até por que na próxima semana haverá reunião ordinária. Mas este episódio revela que não tinha razão o Executivo permanente quando no início de mandato disse não existirem razões para a realização de reuniões de câmara semanais, opondo-se à proposta da Oposição. Tem sido recorrente o expediente às reuniões extraordinárias e o sobre-agendamento de assuntos das ordinárias.
Ainda assim, aqui fica a Ordem de Trabalhos que nos foi enviada:
1. Aprovação da Acta;
2. Informações;
3. Antes da Ordem do Dia;
4. Processos de Obras Particulares (36 itens);
5. Processos de Obras Municipais (2 itens);
6. Assuntos Diversos (4 itens, onde se inclui o Orçamento).

16.3.07

Acta em falta e outras notícias (actualizado)

Fica aqui a ligação para uma acta de 20 de Dezembro de 2006 (discussão do Orçamento de 2007) que estava em falta.
Ficam também as ligações para algumas notícias de Silves que podem ser consultadas na Net.
- Uma boa notícia: o ministro do Ambiente anunciou programa de cinco milhões de euros (será suficiente?) para tratar efluentes das suiniculturas de Monchique e Silves (no Barlavento on-line, mas reservado a assinantes);
- "Festa do Desporto em Silves", dia 21 de Março (leia no AlgarveDesporto);
- "Vale Fuzeiros contra alta tensão" (no Correio da Manhã, dia 18 de Março) e na página regional do Bloco de Esquerda;
- Silves FC recupera a olhos vistos e presidente pede apoio, é título no Barlavento (16.3.2007);
- Câmara de Silves suspende funcionários suspeitos de irregularidades financeiras, outra notícia no Barlavento (15.3.2007); na mesma data, também no Região Sul.
- Populações contra linha de alta tensão em Silves, no Correio da Manhã (11.3.2006).
Sobre este último assunto, querendo-se solidarizar com este protesto, poderá fazê-lo associando-se ao abaixo-assinado on-line criado por André Bento em http://www.petitiononline.com/07silves/petition.html . Ali chegado, basta clicar onde diz "Click here to sign petition" e colocar o seu nome, endereço de e-mail (ficará secreto) e dados do BI (nº e data) nos três campos fornecidos, na ordem que os referi. Clique em "Preview your signature" e na página que se segue confirme. Já está, e não doeu.

15.3.07

Comunicado sem comunicação

Realizou-se ontem, pelas 18.40 h, no Museu de Arqueologia, uma conferência de imprensa convocada pela Presidente da Câmara Municipal de Silves. Não tivesse questionado directamente a presidente, só por que entretanto o soubera durante o intervalo do almoço, e esta nem ao trabalho se dava de informar a vereação. É isto normal?! Informados estavam os jornalistas, alguns munícipes que ouviram a notícia pela rádio, enfim, a PLMJ que fez deslocar representante ao Algarve.
Em 8 pontos, dos quais só temos 7 (o que está em falta, o quarto, foi provavelmente apagado a posteriori por, quiçá, revelar as penas e os nomes dos funcionários alvo de procedimento disciplinar), datado do mês passado (gralha desculpável), é um documento que serve de exemplo do que, apelidando-se um comunicado, nada comunica. Ora vejam e comparem...

Ponto 1: em oito meses, poucos foram os que não tomaram conhecimento da instauração dos inquéritos e dos posteriores processos disciplinares;
Ponto 2: todos já sabemos desde Setembro/Outubro passados que foram instaurados cinco processos disciplinares e que deveria (deveria...) ser ontem que se ía revelar o que faltava, senão para que é que lá estavam os jornalistas!

Ponto 3: dizer que foram seguidas as recomendações propostas pelos instrutores não é comunicar, é faltar à verdade, pois uma das propostas de pena sugerida pelo instrutor (suspensão de dois meses com pena suspensa ao Srº Vítor Rocha, foi alterada por proposta de última hora do executivo permanente, em suspensão efectiva por dois meses);

Ponto 4: o tal, que realmente interessava a todos, mas foi apagado;

Ponto 5: dizer que se apuram os factos e as responsabilidades devidas é pura ilusão. A matéria de facto presente nos relatórios finais de Henrique Brás e Vítor Rocha dá-nos razão quanto ao que pensamos desde o início: nada disto aconteceu sem conhecimento do poder político instalado na CMS!

Ponto 6: enviar para as autoridades judiciárias esta documentação não foi agora deliberado, foi em Agosto de 2006, embora fosse por mim relembrada esta deliberação nesta sessão de câmara;

Ponto 7: a presidente afirmar que só agora aborda este processo não é verdade. Já havia feito uma conferência de imprensa em Agosto de 2006 (onde disse mais do que ontem) e um comunicado de imprensa em Outubro (nas vésperas de uma reunião camarária). Escusa-se a referir o nome dos funcionários visados por respeito à sua dignidade, mas para quem os considera culpados não deveria haver contemplações.

Ponto 8: é hipócrita a manifestação de confiança nos funcionários camarários e nos membros do executivo por quem colocou uma queixa-crime contra incertos por eventual quebra de dever de sigilo;

Para terminar este comentário ao Comunicado de Imprensa de ontem, acrescento em abono da boa informação de todos o que deveria ser o ponto quatro neste comunicado em falta, também para que não veja como vi hoje nos media, tal confusão quanto ao que foi realmente deliberado nesta reunião de câmara (só possível pela ambiguidade do que não disse a presidente em "nome da dignidade dos visados"), quanto às penas aplicadas: o senhor Vítor Rocha foi suspenso, efectivamente, por dois meses, após proposta de alteração do executivo permanente nesse sentido apresentada já durante a reunião, quando o instrutor apontava para esta pena mas com suspensão; para o Eng. Henrique Brás o instrutor propôs a pena de demissão (nº 8 do art. 12 e nº 11 do art. 13 do Estatuto Disciplinar, ver imagens em baixo), a meu ver diferente de expulsão da função pública como vi noticiado (Público), a ser aplicada, assim ela o entenda, pela CCDRAlg, organismo a que pertence! Lembro só que em Agosto de 2006, e na sequência da sua suspensão, o Eng. Henrique Brás pediu o fim da sua comissão de serviço o que foi indeferido pela presidência; poucos dias depois foi a presidência que suspendeu a sua comissão de serviço, proporcionando-lhe o regresso à CCDR.

Deixo-vos com as imagens do Estatuto Disciplinar que explicam o significado da pena de Demissão referida nos artigos que atrás citei.


14.3.07

Crónica de um dia agitado e uma dita Conferência de Imprensa

Conforme vos noticiei, realizou-se hoje uma reunião ordinária da Câmara cuja Ordem de Trabalhos já aqui divulguei. Conforme referi então, o ponto quente da reunião era a apreciação e deliberação sobre os relatórios finais dos processos discilinares referentes ao Eng. Henrique Brás e ao Srº Vítor Rocha, elaborados pelo instrutor Eng. José Gracias Fernandes, da Câmara Municipal de Albufeira. Sobre a reunião pública de hoje, que decorreu entre as 10 h e as 18 h, com intervalo de uma hora para almoço, não irei por hoje adiantar grande coisa, já que muitos são os assuntos e a quantidade de informação, e difícil se torna agora comentar tão em cima do momento. É assunto indigesto! Fica, no entanto, esta primeira novidade. As reuniões públicas da Câmara (a primeira de cada mês) são só públicas até ao momento em que a Srª Presidente o considere. É isto que se depreende do que aconteceu hoje, já que sendo pública a reunião, foi desde logo adiantado a um dos munícipes presentes que este (no caso, esta) não poderia assistir à análise e deliberação quanto aos relatórios finais dos processos disciplinares. Ora, o que fora dito pela Oposição, sem manifestação contrária, era que sempre que houvesse material sigiloso ou "sensível" a apreciar, tal deveria ser feito em reunião não pública ou extraordinária, como aliás já aconteceu quanto à apreciação dos outros relatórios. O que não foi respeitado por quem entendeu agendar o assunto para uma reunião pública, devendo assim arcar com todas as responsabilidades por, a dado momento, convidar o público ( e hoje, em concreto, a Comunicação Social) a sair da sala. Situação desagradável, discricionária, já que susceptível de opinião diversa quanto ao que é "sensível" ou não, e aplicada hoje sem apresentação de proposta formal posta a votação (tb. sei que há maioria absoluta, mas tb. sei que há protocolos e regras que, ainda assim, são para em democracia manter). Fique claro que, e por mim falo, não queria que a situação referida e a sua discussão fosse assistida pelo público. Isso parece-me razoável. Mas, e para que tal não acontecesse, bastaria agendá-la para uma reunião ordinária vulgar ou então para uma extraordinária.
Outra situação insólita refere-se ao facto de, e mais uma vez, a Srª Presidente resolver realizar e agendar uma conferência de imprensa sem dar prévio conhecimento do facto à vereação, inclusive a elementos do executivo permanente. Fê-lo ontem à Comunicação Social, e hoje no ponto referente às Informações ignorou esse assunto. Soube-o no intervalo, à hora do almoço, através de um munícipe que o ouviu na rádio. Primeiro sabem os media, os munícipes, depois os surpresos vereadores. É isto normal?! Haveria algum receio em que estes também lá estivessem presentes. Provavelmente...Mesmo não convidado, ali estive.
Agendada para as 15 horas de hoje, acabou por ser remarcada para as 18 horas, já que a reunião se estendeu pela tarde. Ainda assim, e apesar da reunião camarária ter terminado por essa hora, a presidente só compareceu no Museu Municipal de Arqueologia (e já agora porquê ali, e não no edifício da Câmara? seria por ainda lá andarem vereadores não convenientes, desculpem, não permanentes?). Ali chegou pelas 18.40 h acompanhada de um senhor que, presunção minha, trabalha para a PLMJ (gabinete de advogados contratado pela autarquia, à revelia da Oposição, para assessorar o Executico neste caso), quando já bufavam os jornalistas, em razoável número, diga-se. Visivelmente nervosa, a Presidente iniciou a sessão lendo um comunicado de oito pontos (clique para ler) que, em suma, nada diz. Oito meses depois de aberto formalmente o inquérito por despacho (ilegal, durante pelo menos um mês, diga-se), e de ter prometido esclarecimentos à opinião pública sobre o assunto logo que os inquéritos e processos disciplinares fossem instruídos, a montanha pariu um rato, isto é, nada se disse. Nomes, penas deliberadas, situações verificadas, a tudo se escusou responder em comunicado ou em resposta às desesperadas perguntas dos jornalistas que, uma tarde esperando por assunto, saíram de mãos a abanar! Justificação: o segredo de justiça ou sigilo, ora um ora outro, que de momento é justificação para tudo, e que o Povo conhece por "Lei da Rolha"! Mas qual segredo de justiça ou sigilo? Então o processo está na Justiça? Não terminaram os inquéritos e os respectivos processos disciplinares? Ter enviado para as autoridades competentes a cópia da documentação implica segredo de justiça? Desde quando? Não merecem os munícipes uma explicação mais completa sobre este assunto que prejudica a imagem pública de várias pessoas (inclusive a do Executivo permanente) e a Câmara Municipal, no seu todo? Não é do direito dos silvenses saber o que realmente aconteceu na reunião de hoje e o que lá se concluiu? Parece que não, e assim o revela o comunicado de hoje e as respostas (que se ficaram pelo "não comento") dadas na conferência de imprensa de hoje, que teve direito a ponto. Lá atrás na sala, mas mesmo ao meu lado, estava um senhor que discretamente foi trocando olhares cheios de significado com a Presidente e, a tal a aconselhou. O tal que acompanhara a senhora presidente desde o edifício camarário e cuja conversa provavelmente justificou o atraso de 40 minutos entre o fim da reunião e o início da, dita, CONFERÊNCIA DE IMPRENSA!
A ela e ao seu conteúdo voltarei... Boa Noite!

12.3.07

Mais algumas notícias, entretanto divulgadas

Aqui vão os locais que divulgam mais algumas notícias que interessam ao nosso concelho (da mais recente para a mais antiga):
- Populações contra linha de alta tensão em Silves (leia no Correio da Manhã, de hoje);
- Centenas contra fecho de SAP (leia no Portugal Diário, 9 de Março);
- Castelo de Sonhos contra a pobreza (leia no Correio da Manhã, 9 de Março).

Reunião Ordinária da Câmara - dia 14 de Março de 2007

Realiza-se na próxima quarta-feira, pelas 10 horas já que é uma reunião pública, mais uma sessão ordinária da Câmara.
A Ordem de Trabalhos é a seguinte:
  1. Aprovação da Acta;
  2. Informações;
  3. Antes da ordem do Dia;
  4. Processos de Obras Particulares (38 itens);
  5. Processos de Obras Municipais (1 item);
  6. Assuntos Diversos (10 itens).

Entre os assuntos "quentes" desta reunião fica o destaque para a análise e deliberação sobre os relatórios finais dos processos disciplinares instaurados ao Eng. Henrique Brás e ao Sr. Vítor Rocha.

8.3.07

As Actas de Janeiro

Por me terem entretanto chegado as actas respeitantes a Janeiro passado, aqui ficam as ligações, que em permanência encontram no espaço à direita do vosso écrãn.

5.3.07

Mais alguns eventos...

Aqui ficam mais alguns eventos entretanto anunciados:
- Feira do Livro na Escola EB 2,3 Dr. Garcia Domingues, em Silves, entre 5 e 7 de Março (no Barlavento).
- Protesto contra encerramento de SAP's, dia 9 de Março pelas 18 horas (leia no Região Sul).
- Rotary Clube de Loulé e Silves criam Universidade Senior (leia no Região Sul).

3.3.07

Reunião Ordinária da Câmara - dia 28 de Fevereiro de 2007

Desta reunião fica o comentário sobre as Informações e o período de Antes da Ordem do Dia, já que dos outros pontos nada de importante há a referir, e das Obras Particulares tenho por princípio não me pronunciar.
Assim, e nas Informações, foi entregue conforme havia sido requerido por mim e pela Drª Lisete Romão, a informação relativa ao estado do processo da auditoria posta a concurso, assunto a que voltaremos em breve, já que, e em nosso entender, também aqui podemos ter polémica. Relativamente a outros pedidos, entretanto já realizados (cópia do parecer dos advogados para preparação da resposta ao tribunal no caso do CELAS, cópia da resposta enviada ao tribunal de Loulé no mesmo caso, cópia da queixa-crime interposta contra incertos, revisão contratual com a firma de advogados PLMJ) nada se adiantou porque, e é prática corrente, não se preparam convenientemente as reuniões por quem as dirige. Ainda durante as Informações foram prestados esclarecimentos sobre o estado do PROTAL, que brevemente será aprovado em Conselho de Ministros, e cuja versão final parece agora estar mais do agrado dos autarcas algarvios, presidente da CMS incluída. Foram dados alguns pormenores de alterações pontuais. Já em resposta às questões colocadas pela Oposição, foram dadas outras informações. F. Serpa referiu que, ao contrário do que a Presidente afirmara na reunião extraordinária de 16 de Fevereiro, já nessa altura a autarquia dera resposta à notificação do tribunal de Loulé quanto à situação da reabertura do ex-matadouro. A Presidente disse que na altura não sabia! Perguntando o mesmo vereador sobre o ponto da situação criada com os toldos e as taxas que eram aplicadas foi respondido que se estavam a considerar as situações caso a caso e os comerciantes só pagariam conforme o tempo que estivessem abertos durante o ano. Por sua vez, a vereadora Lisete Romão fez requerimento oral para que fossem lidas, eventualmente assinadas, e no final da reunião ainda feitas cópias das minutas das reuniões. A base do pedido prende-se com o facto de ocorrerem com frequência alterações do sentido do que é referido, mesmo que possam ser involuntárias, o que também já me levou a abster de votar certas actas. No entanto, considero que é daquelas propostas que não terão continuidade, por simples razões práticas. Prolongando-se muitas vezes as reuniões pela hora do almoço, será o estômago ou a agenda dos presentes a deitar abaixo tal preceito. Manifestei-me desfavoravelmente à ideia, não por ser contra ela, mas por considerá-la utópica. Voltei, em alternativa, a sugerir que se passassem a gravar as reuniões, o que não recolhe adeptos. A ver vamos agora, quem estoicamente se mantem aguardando por esta formalização final. Sobre este assunto já não se pronunciou a Presidente, que entretanto abandonara a reunião referindo que se esquecera de outra (?) que tinha agendada. A Drª Lisete Romão pediu ainda um esclarecimento quanto ao que tem sido feito pelo Executivo, no âmbito da Protecção Civil, considerados os encerramentos sucessivos das secções de bombeiros do nosso concelho e a aproximação da época turística e de fogos. A mesma vereadora, colocou ainda várias perguntas (que ficaram no momento sem resposta): se a Presidente ou os vereadores permanentes já foram chamados a depor no processo Viga d'Ouro; se a Presidente é arguida em mais algum processo (sic) e sobre os custos do gabinete de advogados (PLMJ). Terminou fazendo um comentário/pergunta sobre o que vira na comunicação social (Correio da Manhã) a respeito da reunião do dia 26 de Fevereiro e que muito a intrigara já que, face às "manifestações aparentes de grande pesar" nessa reunião realizadas, constatara que a Presidente saíra da reunião sorrindo. Concluiu perguntando: "Eram as lágrimas da Presidente autênticas?"
Já na minha vez, perguntei ao vereador Domingos Garcia sobre qual o andamento da situação da iluminação da marginal, designadamente da zona da passadeira junto às piscinas (sobre a qual tinha em reunião anterior havido consenso quanto à realização de uma solução de emergência). Constatei pela resposta, que nada se fez. Na presença do Arq. Matias voltou-se a colocar a pergunta quanto ao que vai ser feito relativamente às varandas do prédio encostado à velha Fábrica Vilarinho (antigos Bombeiros) e que se expandem para cima do passeio e das árvores ali existentes. Fazendo o historial do assunto, o arquitecto explicou o que já havia sido feito e comunicado aos donos das obras. Reiterou que as varandas serão retiradas.
A reunião, cuja ordem de trabalhos tinha sido previamente alterada logo de início (o que não assisti por ter chegado ligeiramente atrasado), começando-se pela apreciação das Obras Particulares, contou ainda com um episódio fora da agenda de trabalhos: a abrupta saída do vereador Fernando Serpa que, alegando que a reunião estava a ser uma palhaçada (penso que se referia à saída da Presidente e à alteração da OT) e ele não "alinhava em Carnavais", saiu intempestivamente da reunião cerca das 12 horas. Na sequência da surpreendente saída do vereador, o vice-presidente, Dr. Rogério Pinto declarou que se tinha havido alteração à OT ela fora acordada entre os presentes, pelo que estranhava a atitude do vereador. A Drª Lisete Romão acabou tentando colocar alguma água na fervura, ao considerar (como eu próprio, embora sem expressa manifestação) que o vereador Serpa exagerara e o seu comportamento era criticável.

Resumo da Reunião Extraordinária da Câmara - dia 26 de Fevereiro de 2007

Conforme noticiei anteriormente, realizou-se no dia 26 de Fevereiro uma reunião extraordinária cujo principal assunto era a deliberação a propósito do relatório final do processo disciplinar respeitante ao Chefe da Divisão Financeira, Dr. Carlos Sequeira. Era o último dos que estavam entregues à instrutora Dr. Conceição Godinho da Câmara Municipal de Olhão. Pela sua extensão (24 páginas, o que contrasta com as duas que foram dedicadas aos das funcionárias da mesma Divisão em relatórios anteriores da mesma instrutora), mas também de modo a preservar o arguido, abstenho-me de o publicar aqui. Farei somente cópia de um pequeno excerto final de modo a esclarecer qual a proposta de pena que foi efectivamente deliberada. E essa foi, através de votação secreta, cujo resultado foi de 4 votos a favor e três contra, que "(...) o arguido violou os deveres de zelo e lealdade previstos no art.3, nº4, alíneas b) e d) e nº 6 e 8, conjugado com os artº 24 nº 1 al. a) e nº 2 do estatuto Disciplinar, termos em que proponho a aplicação de uma pena de suspensão do artº 24 nº 1, alínea e), nº 2 e artº 12 nº 3 do Estatuto, devendo a suspensão ser fixada em 60 dias.
Face aos factos acima expostos, considero justo e adequado para punir o arguido a aplicação da suspensão por 60 dias e a cessação do cargo de chefia que exerce em substituição (...)".
Apesar do voto ter sido secreto, o meu a mim pertence, e faço aqui pública a declaração de voto que apresentei na ocasião.