1.7.08

Hoje é dia 1 de Julho de 2008 - lembram-se?

Relógio Polis em 1 de Julho de 2008
Cumprem-se hoje seis anos e meio sobre o início do Programa Polis de Silves.
Duas vezes adiado, sem nos darem explicações, sabemos agora que o seu termo foi novamente protelado por mais dois anos. É esse o prazo para o concurso de Reabilitação do Centro Histórico da cidade. Polis até 2010, na melhor das hipóteses! Dois mandatos PSD foram incapazes de pôr fim à obra mestra deste Programa, a sua principal razão de ser. Diz bem da competência desta gestão camarária, diz bem da condução que o processo teve.
Enquanto o Relógio do Polis faz de nós todos parvos, a Presidente, que em Dezembro de 2007 concordou com a urgência em dar explicações aos munícipes, votando a minha proposta para a realização de uma conferência de imprensa, vem de reunião em reunião arranjando as mais variadas desculpas. Veremos o que faz agora com a recente proposta da CDU para a realização de uma Assembleia Municipal Extraordinária que faça o ponto da situação deste Programa Polis. Aguardamos as explicações da Presidente e da Eng. Teresa de Jesus, coordenadora do mesmo, e queremos também saber quem vai pagar agora as obras ainda em falta, dissolvida que foi a Sociedade Polis em 30 de Junho de 2006.
Hoje, com o Relógio Polis mais uma vez a zeros, entendi que deveria assinalar a data. Em plena Rua da Arrochela, verdadeiro cenário de guerra, muito poucos foram os órgãos de comunicação social que apareceram, honrosa excepção feita à AlgarveFM e ao Barlavento. Infelizmente é assim: não matei, não roubei, não violei, limitei-me a prestar um esclarecimento público e a assinalar o triste aniversário deste Polis, e assim tive pouca audiência. E, entretanto, esta é uma cidade adiada.
E é pena que isso não seja notícia, porque há culpados.

Deixo-vos com o Comunicado de Imprensa que distribuí.


P.S. - E o reflexo da presença do Barlavento no local.

4 comentários:

Anónimo disse...

Ena, tantos zeros....
Silves é fértil terreno para a sua cultura (sementeira).

Anónimo disse...

Ainda nos vai valendo a frontalidade do jornal «Barlavento», sempre atento a estas questões...

Sancho de Bragança disse...

Olá Caro Manuel,

Você é memso um cidadão atento. E confirma o que venho dizendo: a oposição que conta é feita por si! Nem PS, nem comunistas!

O Caro Manuel estuda, lê, pensa, informa-se e,depois, denuncia, revela e, até, se congratula. É desta massa que são feitos os verdadeiros políticos! Não os politiqueiros de meia tigela.

Mas, deixe-me que lhe diga Caro Manuel, no caso do Polis - que, como bem diz, é lamentável - tanto quanto sei, o Município de Silves tem uma posição minoritária, não tendo capacidade decisória, nem instrumentos executivos. Ou seja, Silves está nas mãos de uma sociedade controlada pelo centralismo do Terreiro do Paço! E que não tem pruridos em usar os instrumentos ao seu dispor para manipulações políticas. Pergunto: não acha que este pode ser um bom exemplo disso, meu Caro Manuel?

Deixo-lhe esta reflexão. Porque sei que a sua equidade o impele para a Justiça.

Receba um abraço deste que muito o considera.

Sancho de Bragança

Manuel Ramos disse...

Não sei. É verdade que o município tem posição minoritária na sociedade (40%) em termos puramente de capital. Mas nem sempre é isso que conta. A proximidade, as relações pessoais, enfim, o dia-a-dia, também tecem cumplicidades e relações de trabalho que, e assim penso, equilibram as relações de poder na SilvesPolis. Por outro lado, foi a Câmara que faltou com o financiamento em seu tempo devido. Refiro-me ao empréstimo que fez para conseguir pagar as suas comparticipações no Polis. Depois temos a questão da informação que é devida e não é dada. Uma vergonha: o Polis comprometia-se de início a divulgar informação escrita, fazer visitas guiadas, ter gabinete de apoio e informação. Se o Polis não cumpre o que disse, a Câmara teria que suprir ou alterar a situação. mas nem às cartas dos munícipes responde...