2.12.07

Vem aí o Orçamento

Tarde, como já é costume, chegou-nos há poucos dias a proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano para o Concelho de Silves em 2008. Feita uma primeira leitura, partimos agora para uma análise mais pormenorizada desta proposta do executivo permanente na CMS com a ajuda daqueles que do assunto mais entendem, os economistas. Por isso aqui deixo o voto de agradecimento ao Dr. Francisco Martins, especialista nestas coisas, meu amigo e conselheiro para estes assuntos. Fica, para já, uma primeira evidência, que há muito proclamámos e Isabel Soares sempre negou, mas que agora vimos plasmada pelos cálculos dos próprios serviços financeiros da Câmara: à luz da nova Lei das Finanças Locais esta autarquia está em ruptura financeira. O seu passivo corrente é mais de metade (50%) das suas receitas correntes (art. 41, nº3, alínea A).
Mas serve sobretudo este post, e já que a autarquia não o promove, para vos auscultar sobre aquilo que entendem ser prioritário para este concelho, seja nas opções consignadas no Plano, seja naquilo que considerem prioritário para a canalização do investimento autárquico. Gostaria de vos ouvir, ainda que sejam só aqueles que aqui me visitam, mas serão alguns, para além daqueles que vou ouvindo noutros contextos. Em Silves, a aprovação do Orçamento é sempre um momento de grande tensão política, infelizmente muito partidarizada, com acusações mútuas que já ninguém quer ouvir falar sequer, quando antes deveria ser um grande momento de discussão e reflexão conjunta sobre o nosso devir comum e o que de melhor podemos fazer pela terra que compartilhamos. Orçamentos participativos, postos à discussão pública, debates sobre problemas emergentes e presentes naquilo que se designa por Agenda XXI, e outros assuntos do foro comum, são realidades já iniciadas em muitos outros concelhos deste país, por enquanto utopias no nosso.
Enfim, tenho o Orçamento 2008 entre mãos e toda a vossa ajuda é bem-vinda!

12 comentários:

Pai de aluno da EB1 nº1 de Silves disse...

Não conheço o orçamento mas habitualmente é um documento de pura "retórica". Agora, sr Vereador, prioridade nº 1 : a Escola Primária nº 1 de Silves. As instalações são indescritíveis .. os horários verdadeiramente escandalosos. Antes mantinham-se horários duplos porque o governo bla,.. bla, ... Agora que recentemente (enfim não tão recente/!) foram transferidas competências para as autarquias referentes à educação, porque é que a autarquia de Silves (que tem no seu executivo permanente dois professores - não o incluo a si porque numa situação destas o seu voto não pode fazer nada - uma chefe de divisão educadora de infância) consente que alunos de 8 e 9 anos tenham aulas até às 18h30mn? É inadmissível!
Portanto Sr. Vereador urgência das urgências construção de uma EB1 (ou reconstrução, remodelação ou qualquer coisa) para pôr fim ao sofrimento de crianças que não têm tempo para o ser. das 9 h da manhã às 18.30 estão na escola. Sim ... porque ainda temos as actividades de enriquecimento curricular! As crianças ´dificilmente gostarão da escola e muito menos de aprender seja o que for.
Não deveremos esquecer que é neste ciclo que se desenha o futuro!

Manuel Ramos disse...

Dou-lhe toda a razão.
Obrigado. É isto que eu quero, mas por uma razão ou outra, nem sempre nos lembramos. Afinal, os meus (filhos), já por lá passaram há ums bons anos!!

Anónimo disse...

Como é que o Sr. deseja fazer omelete sem ovos? Se o orçamento contemplar toda a dívida da Câmara, que o deveria fazer, e uma vez que a receita é limitada (ou vão continuar o seu empolamento?), o que resta, para fazer o quê?
Que sugestões, que participação podem os munícipes ter, numa situação que o Sr. e o seu conselheiro Dr. Francisco Martins já consideraram de ruptura financeira?

Manuel Ramos disse...

O empolamento da receita continua. Quanto ao que fazer? Que tal começar por pagar a quem se deve? Não é o que o PS de António Costa em Lisboa quer fazer e o PSD não quer?!
Saneamento financeiro, precisa-se...

nome: Joaquim Santos disse...

Exº Senhor

Em relação ao que escreve acerca do plagio, o Srº tem toda a razão.
Mas, na minha modesta opinião há valores e atitudes superiores a apropriação
de ideias.
Em relação ao desenho do cartaz e do que lá foi.
Pessoalmente sentia me lisonjeado se uma ideia minha fosse usada, se com ela
abrisse consciências ou provocasse iniciativas para eliminar o sofrimento
humano.

Não sou egoísta nem hipócrita, pois tudo o que faço, o que escrevo, para
melhorar a comunidade, espero que usem e abusem.
Pois prefiro ser ingénuo em acreditar que a entidade superior quando dá os
talentos, neste caso em concreto, faz para que nós o multiplicamos e sempre a
favor dos outros.

Em relação ao Post Águas sujas deste Polis , quantas vezes escrevi, sobre este
pollis, quantas vezes apelei para que os políticos olhassem pela população da
Zona Histórica. ?

Como diz o Dr. Manuel Ramos “ … usando as armas que temos: a palavra. “
Palavra leva o vento, atitudes só dos audazes, dos que falam bem e nada fazem
em concreto só os políticos de sorrisos lindos

Com os Melhores Cumprimentos

Joaquim Santos

o quantum da dívida disse...

Sr. Vereador, estou de acordo com o anónimo e consigo, em que se deve começar por pagar a quem se deve. Lá diz a sabedoria popular: "Paga o que deves e vê o que te fica", embora isto implique não se fazer obra. Mas pagar a dívida e o pesado funcionamento dessa Câmara, já é obra suficiente!
A mim, o que mais me preocupa, é o facto de a dívida ser PÚBLICA e, por conseguinte, embora contraída só por alguns, sem limites legais ou éticos, dizer respeito a TODOS.
Depois, é o apuramento real da mesma: quem deve o quê e a quem?
No ponto (qual é ele neste momento?) da investigação em que estamos, em que houve materiais e serviços várias vezes facturados, que valor deverá ser considerado?
E quem deve? Todos nós, ou só, como seria justo, aqueles "que pisaram o risco"?
E já pôs a hipótese da existência de dívida oculta?
É que sendo muito importante o conhecimento real da dívida, pô-la a nu vai ser dificílimo, porque é mais feia do que parece! O susto que o Sr. iria apanhar!
É que isto de lidar com dívida, tem mais que se lhe diga! Olhe, eu, como também diz o povo, costumo "esticar o pé à medida do lençol", e não me tenho dado nada mal!

... o vento leva a flor! disse...

Então, Sr. Vereador, de novo sem resposta?
Vocês, políticos, só querem é obra, obra, e não pensam em como concretizá-la?
O "quantum da divida" tem razão. Para que quer o Sr. ideias que a CMS não pode pôr em prática?
Paguem lá as dívidas, e vejam quanto sobra, para fazer o quê! O resto é estar a enganar o pobre do eleitorado, que já está bem servido de enganos e desenganos!

Manuel Ramos disse...

De novo sem resposta? Que resposta? Afinal sou eu "político" permanente, faço eu parte do executivo que nos governa? Sou um simpes vereador independente, meu caro, há pouco mais de dois anos, um simples munícipe como, presumo, o senhor. Tenho ideias, é verdade, exponha-as, dou a cara, e assino por baixo,ao contrário de muitos que por aí andam. Candidatei-me por elas. Mas a minha profissão é ser professor, com horário lectivo e muito TPC.
As dívidas que por aí há, que as assumam quem com elas ganhou eleições! E apetece dizer: o senhor, se neste concelho vota, e por acaso -sublinho- por acaso,tenha feito a escolha errada e hoje, ainda que arrependido, é também de certo modo co-responsável pela situação a que chegámos,e pagará a factura como todos nós. Veja o que se passou e vai passar, em futuro próximo, em Lisboa e saberá o que vai ter em Silves: austeridade.

o vento leva o ramo inteiro! disse...

Outra vez sem resposta? Os políticos estão muito falhos de palavra! Ou falam, falam, e não dizem nada, ou calam-se! Cobardes!

e tudo o vento levou disse...

Mas se foi o Sr. quem pôs a questão, é natural que seja o Sr. a responder! Ou não? E não fique agressivo! Só lhe fica mal. Olhe que eu até estava pensando votar em si, caso o Sr. se candidatasse...

Manuel Ramos disse...

Agressivo!? Sou eu o agressivo. Respondo-lhe aqui e ali, numa saraivada que começa por injusta acusação, e sou eu o agressivo? Muito bem!
Por favor, e como dizia o outro, deixe-me trabalhar! Tenho o orçamento do concelho para analisar e votar segunda-feira de manhãzinha!!!

e tudo o vento deixou disse...

Está a ver? Diz que não é agressivo, e as suas palavras traem-no, de seguida.
Deixe-me trabalhar! Vá embora, não é? Lindas maneiras de falar a quem o visita.
Só me dá vontade de soprar com força e levar-lhe essas folhas do orçamento também!
Mas trabalhe descansado, que aqui não há mais vento a passar.
Os meus cumprimentos. E, já agora, uma lufada de ar fresco para ajudar o seu trabalho.